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Entenda o funcionamento e o controle do espaço aéreo brasileiro

Willian Waack | 22/04/2011 | Globo.com

Saiba porque a precariedade na infraestrutura dos aeroportos prejudica o trafego aéreo e conheça o que mudou no setor.

Resposta à REDE GLOBO
Brasília, 25 de abril de 2011.


Sobre a matéria da Série “ÚLTIMA CHAMADA”, veiculada na madrugada do dia 23 de abril de 2011, no Jornal da Globo, oferecemos as seguintes considerações:

Para nós, CONTROLADORES DE TRÁFEGO AÉREO, está de parabéns a Rede Globo pela bela iniciativa, com uma apresentação objetivamente correta a respeito do Sistema de Controle do Espaço Aéreo. Um verdadeiro show de belas imagens. Aproveito para cumprimentar o apresentador, William Waack. Certamente sua desenvoltura ao apresentar a matéria está relacionada ao alto grau de dedicação profissional.

Quanto às informações sobre o Sistema de Controle do Espaço Aéreo, em relação aos avanços tecnológicos do sistema de controle, e ao número ideal de controladores de tráfego aéreo, lamentamos garantir-lhes haver lacunas de informação técnicas premeditadamente estabelecidas pela autoridade militar, que são única fonte de orientação à matéria apresentada.

Entendemos ser imprescindível e determinante à Segurança da Aviação Civil abrir a gestão da Aviação Civil a cada dia, a fim de possibilitar que a Opinião Pública exija mais de quem executa um serviço tão importante quanto este, conceituado na Lei de Greve como “Serviço Essencial”.

Nossa Opinião:

1. Observem a mensagem deixada pela Força Aérea quando se fala em “gargalos” da Aviação Civil para a Copa de 2014:

º Como se nada tivessem a ver com a infraestrutura, a Força Aérea, simplesmente, critica os aeroportos e sua gestão. É bom lembrar que além de historicamente ter estado subordinada à FAB, até 2005, quando passou a subordinar-se ao Ministério da Defesa, a INFRAERO acolhe os profissionais militares aposentados, ou seja, oficiais da reserva remunerada desempenhando sua segunda carreira profissional, inclusive no que diz respeito a seus muitos presidentes;

º A FAB se comunica muito bem ao impor sobre outras estruturas a responsabilidade por um possível colapso do sistema. No meio militar esta postura se refere a desviar a atenção de seus próprios problemas a fim de não macular uma imagem de eficácia até então muito bem trabalhada pelo eficiente Centro de Comunicação Social da Aeronáutica – CECOMSAER.

2. Quanto aos controladores de tráfego aéreo:

º Revejam suas próprias imagens da matéria. Observem haver a predomínio de militares de baixo ranking, 3ºs Sargentos. É bom lembrar que desde meados de 2007, após a manifestação de controladores nos Centros de controle, houve deliberado esvaziamento de competência técnica nas posições operacionais dos Órgãos de Controle de Tráfego Aéreo (Centro de Controle, Aproximação e Torre) por todo o país, especialmente em Brasília, sede do CINDACTA 1, e em Manaus, CINDACTA 4. O objetivo desta medida é prescindir da crítica profissional que os experientes sempre fizeram ao sistema como um todo (radares deficientes, comunicações ruins e falta de pessoal, dentre outras anomalias), o que os incomodava por demais, já que não há muita interação colaborativa entre o que os controladores pensam e no que a gestão militar determina.

º Há falta de controladores, sim. Em 2007 a FAB informou haver aproximadamente 3100 controladores no Brasil e projetou formar, pelo menos, mais 1000 controladores de tráfego aéreo até o fim de 2010, reconhecendo este problema. Previu, ainda, que em 2014 o sistema teria aproximadamente 5000 controladores. Em outubro de 2010 a Folha de São Paulo fez diversos questionamentos à FAB, a fim de checar o andamento desta questão. O gestor militar, inteligentemente, após negar tal meta, informou que a renovação tecnológica permitiu rever este número para tão somente mais 400 controladores até 2014, ano da Copa. Ora, Senhores, nenhuma evolução tecnológica oferecida neste período permite tal afirmativa. Eles planejaram, sim, o acréscimo de controladores, mas as coisas não andaram como previram...

º O que, de fato, acontece no bastidor é que há uma violenta evasão de mão de obra especializada, pois entraram no sistema quase 900 controladores novos, entretanto, saíram dele tantos quantos foram acrescentados, o que representa a tendência cada vez mais evidente entre nós. Desiludidos com a falta de perspectiva, controladores mais antigos, segregados pela capacidade crítica desfavorável aos interesses do gestor militar (uma ameaça a esta falsa sensação de tranqüilidade), buscam a recolocação profissional em diversas outras áreas do mercado de trabalho. Há, inclusive, controladores mais jovens que simplesmente se demitiram para voltar à casa de seus pais e recomeçar os estudos. É bom lembrar que não adianta, sequer, manter o número atual de controladores, pois é insuficiente para atender a demanda de serviços de tráfego aéreo. As escalas atuais requerem, em média, 25% a mais de turnos trabalhados pelos controladores, em relação à 2006. É bom lembrar que prescindir de experiência é um mal maior à Segurança da Aviação Civil do que, inclusive, prover as posições operacionais com novos recursos humanos, que só estarão prontos ao trabalho em, aproximadamente, 4 anos de serviço, tempo médio necessário para que um profissional amadureça.

Há problemas anacrônicos, sim, neste sistema, mas há, também, um excelente mecanismo de vedação dos vazamentos destas informações. Isto ocorre com certa facilidade, até, já que a FAB NORMATIZA o serviço, através do DECEA, EXECUTA estes mesmos serviços de tráfego aéreo, através do DECEA, PREVINE de falhas, através do DECEA, e INVESTIGA as anomalias, também através do DECEA. Um clássico exemplo de “caixa preta”, com todas as saídas de informações controladas.

O cenário real do atual Controle de Espaço Aéreo Brasileiro é tenebroso. Há muitos gastos com renovação tecnológica, sim, mas há muito desencontro do que se deveria, realmente, fazer, pois quem decide sobre o futuro desta atividade profissional detém exagerado poder, livre de qualquer questionamento, pois não há transparência.

Não somos sindicalistas, não temos posições reivindicatórias, portanto. Nossas idéias, até 2006, sempre foram aceitas pelo gestor militar. Entretanto, após a colisão no ar em setembro de 2006, fomos denominados lideranças negativas e sofremos até hoje as conseqüências do bom trabalho de comunicação, através da mentira que se repete.

Recebemos, semanalmente, diversas informações sobre o que acontece no dia-a-dia do tráfego aéreo e, recentemente, alguns DOCUMENTOS chegaram até nós, corroborando o que já sabemos sobre esta gestão. O fundo dos problemas atuais do Controle de Tráfego Aéreo Brasileiro, ainda que a gestão atual insista em garantir a sensação de normalidade, está na crescente demanda pelos serviços de tráfego aéreo, no crescimento acentuado da aviação civil nacional e nas limitações deste modelo militarizado de gestão, em que a crítica é inexistente. O militar bem sabe que a infraestrutura aeroportuária não vai agüentar a pressão e dará sinais de suas limitações antes do controle de tráfego aéreo gritar, a menos que haja um novo acidente aéreo...

Em reunião da OIT, realizada em Genebra em 1979, foi recomendado que o tráfego aéreo civil seja gerido por entidade civil, conforme consta no item 15 do relatório desta reunião. De fato, isto é inteligente. No nosso caso, entretanto, são 3 instituições que opinam, normatizam e determinam (ANAC, SAC e DECEA). E a militar é a que mais se impõem, já que somos 80% controladores militares.

Recentemente DECEA enviou ofício à OACI explicando o funcionamento da ANAC e do Departamento de Controle do Espaço Aéreo – DECEA, instituição militar da FAB. Entendemos que a Gestão Civil do Controle de Tráfego Aéreo trará mais rapidez nas decisões e mais transparência aos assuntos correlatos, tal qual ocorre nos EUA ou em outros países desenvolvidos ou não.

Defendemos um Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro – SISCEAB Civil, para que se cumpram os princípios basilares da administração pública, contemplados no Art. 37 – CF 1988, quais sejam: legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência. Defendemos a integração dos meios (rádio comunicações e radares) atualmente em vigor no país nos CINDACTAS, mas discordamos da GESTÃO, desta forma de se fazer o Controle de Tráfego Aéreo, pois impõe risco crescente e silencioso aos que nada sabem, e que nunca saberão a verdade.

Não somos alarmistas irresponsáveis ou qualquer que seja a denominação que em geral nos dêem. Temos compromissos com a Segurança do Controle de Tráfego Aéreo, temos compromisso com a ordem pública (e por isto não estamos por aí, oferecendo denúncias, mesmo que tenhamos, inclusive, documentos comprobatórios do que afirmamos).

Estamos dispostos a conversar com vocês, caso haja séria intenção de evoluir no assunto. Caso a Rede Globo esteja satisfeita com o bom trabalho que faz, oriundo de única fonte de informações, buscaremos outros veículos que nos ouçam.

Somos brasileiros, também! Merecemos ser considerados em assuntos desta natureza!

Um Forte Abraço,

Federação Brasileira de Associações de Controladores de Tráfego Aéreo



       RECOMENDAÇÕES PARA PESQUISA:

       1. Relatório do Grupo de Trabalho Interministerial (2006);
       2. Relatório do TCU sobre o SISCEAB (2006);
       3. Site da ABCTABS, revista Vetor Brasil;
       4. Parecer jurídico sobre o SAC;
       5. Carta de Brasília (Em nosso poder, foi entregue ao Comandante do CINDACTA1 em agosto de 2005). Contém diversas demandas para
           o CINDACTA1;
       6. Sugerimos que revejam os depoimentos do Sgt Wellington Rodrigues e do Brigadeiro Ramon na CPI do chamado Apagão Aéreo e confrontem
           com a reportagem exibida pelo JN e pelo Fantástico na semana anterior aos depoimentos.
SEGURANÇA NO VOO

Evasão de controladores de tráfego aéreo preocupa

Tarso Veloso | De Brasília
14/04/2011

Valor Econômico | Resenha Diária produzida pela ASCOM / Ministério da Defesa

A evasão dos controladores aéreos pode ser um grande problema da aviação brasileira nos próximos anos, além da deficiente infraestrutura dos aeroportos. Cerca de 300 profissionais abandonam seus postos de trabalho todos os anos ou vão para a reserva, segundo a Associação Brasileira de Controladores de Tráfego Aéreo (ABCTA). Esse é praticamente o mesmo número de formados anualmente, calcula a associação, o que leva o país a ter a mesma quantidade de controladores de voo da época do caos aéreo de 2007, cerca de 3.100 profissionais militares. As queixas da época, como de excesso de horas trabalhadas, portanto, não foram sanadas.

O diretor de mobilização da ABCTA, Edileuzo Cavalcante, disse que quase todos os dias recebe relatos de incidentes aéreos - como um avião que se aproxima mais do que o permitido de outro. "Somente nos últimos dias foram nove, em Brasília, São Paulo e Nordeste. A maioria dos casos acontece nos voos de alta altitude".

Ele foi um dos afastados da Aeronáutica em 2007 por "praticar lideranças negativas" e passou por um processo administrativo que decidiu pela sua expulsão na semana passada. Segundo Cavalcante, há mais de 100 controladores respondendo a processos por causa da mobilização de 2007.

Uma fonte ligada ao controle de segurança de voo revelou ao Valor que, há cerca de três meses, o comissário de uma companhia aérea relatou um grande risco de colisão entre sua aeronave e outra de menor porte enquanto sobrevoavam o Estado de São Paulo, por causa do acúmulo de tráfego aéreo. "O numero de controladores ainda não é o suficiente. O sistema atual dá um ar de normalidade à situação", comentou Cavalcante.

Os controladores têm migrado para a iniciativa privada. "O pessoal de alto nível, com muitos anos de estudo, não encontrou crescimento na carreira e desistiu, partindo para outros concursos ou indo para a iniciativa privada", disse Cavalcante. Hoje a remuneração líquida para um recém formado é de R$ 2.485,11, o que leva controladores a encontrar oportunidades de trabalho com melhor remuneração, disse o presidente do Sindicato Nacional dos Trabalhadores em Proteção ao Voo, Jorge Botelho.

O aumento do volume de tráfego aéreo nos últimos anos, segundo Botelho, foi superior ao número de controladores. Além da falta de profissionais, eles continuam sobrecarregados de trabalho, cumprindo até 170 horas mensais. "Para se ter uma ideia do que isso significa, no auge da crise aérea, a jornada era de 120 a 140 horas por mês. O recomendado são 120 horas mensais, nível que tínhamos em 2006", disse Botelho.

O Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) explicou, por meio de nota, que a meta é atingir 3.420 controladores em 2016. "Ressalta-se ainda que o número atual de controladores de tráfego aéreo, superior a 3.100, é adequado para a operação em total segurança das aeronaves que sobrevoam o espaço aéreo brasileiro. Mesmo assim, o Comando da Aeronáutica continua a investir no setor para atender à demanda durante a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016".

A Força Aérea Brasileira (FAB) disse que as inovações em tecnologia são fundamentais para se reduzir o número de controladores. Em 2010, o Serviço Regional de Proteção ao Voo de São Paulo (SRPV-SP) ampliou em 50% a sua capacidade de controle do espaço aéreo. Em janeiro daquele ano, o órgão podia controlar 30 aeronaves simultaneamente. Em julho, o número subiu para 45 e chegará a 60 tráfegos simultâneos em 2012.

Ainda existe uma divisão dos profissionais em dois regimes: militares na ativa e civis, com salários e demanda de trabalho diferente, gerando conflitos dentro da categoria. Os civis são 20% do contingente total, segundo a ABCTA.

Um profissional bem treinado requer quatro a cinco anos, portanto, não existe tempo hábil para se formar profissionais bem qualificados para a Copa do Mundo. "Para se ter uma ideia, o curso mais rápido tem a duração de 10 meses, jogando uma pressão nessas pessoas que, na maioria das vezes, não tem condições de suportar", disse Botelho. Segundo ele, a FAB reduziu o tempo de treinamento de 300 horas para 90 horas.

O chefe do SRPV, vinculado à Força Aérea Brasileira (FAB), coronel Carlos Minelli de Sá, assegurou que a contratação de novos controladores foi acelerada no último ano e que existe um planejamento bem montado para preencher todas as vagas. "Os novos especialistas são formados em um ritmo que não se baseia somente na evasão, mas também nos militares que vão para a reserva", disse Minelli.

Essa saída de profissionais para trabalhar em outras áreas é considerada normal para o SRPV. "Temos um número de evasão de controladores compatível com outras atividades, como pilotos e soldados", disse Minelli. Os motivos para as saídas são a busca por outros desafios ou por não se enquadrar dentro das regras militares.

A falta de crescimento profissional não pode ser considerada fator responsável pela saída dos controladores, segundo Minelli. Para ele, existem várias formas de ascender na carreira de um profissional que cuida do espaço aéreo. O funcionário pode continuar trabalhando na área de controle durante um bom tempo, mas dentro dela existem várias possibilidades, podendo, no futuro, assumir cargos de chefias ou supervisão. A Aeronáutica abriu concurso para preencher 160 vagas de controlador de tráfego aéreo. Serão aceitos somente os profissionais formados.


Resenha Diária produzida pela ASCOM / Ministério da Defesa
O portal de notícia da GloboGlauco Araújo/strong>
Do G1, em São Paulo
10/01/2011 20h16

Juiz separa processo para acelerar apuração sobre acidente da Gol

Pilotos americanos e controladores de voo terão julgamentos separados. Objetivo é acelerar conclusão das causas da queda do avião, em 2006.
Ler mais...
Folha.comKátia Brasil de Manaus
Rodrigo Vargas
  Boa Vista (RR)
30/10/2010

Legacy que atingiu avião da Gol em 2006 deixará o país

A Aeronáutica informou neste sábado que o jato Legacy --que atingiu o Boeing da Gol em 29 de setembro de 2006-- pousou ontem à noite, em Manaus. A cidade é último destino no Brasil antes da partida final do avião para os Estados Unidos. Ler mais...
Estadão - Brasil
26/10/2010 18h18

Justiça Militar condena controlador de voo por acidente da Gol

Sargento Jomarcelo Fernandes dos Santos foi condenado a 14 meses de prisão por homicídio. Ler mais...

Em destaque: Comentários.
O portal de notícia da GloboGlauco Araújo
Do G1, em São Paulo
26/10/2010 18h52
 
'Espero que controlador não vire bode expiatório', diz viúva do voo 1907

Para Rosane Gutjahr, pilotos do Legacy são os maiores culpados. Justiça Militar condenou controlador de voo a 1 ano e 2 meses de prisão.Ler mais...
O portal de notícia da GloboDébora Santos
Do G1, em Brasília
26/10/2010 17h57
 
Justiça Militar condena controlador de voo do acidente da Gol

Acidente entre avião da Gol e jato particular matou 154 pessoas em 2006. Sargento foi condenado a 1 ano e 2 meses de detenção por homicídio culposo. Ler mais...
Folha.comAndré Monteiro de São Paulo
25
/12/2010

Justiça divide processo do voo 1907 para acelerar julgamento de pilotos do Legacy

A Justiça Federal decidiu dividir um dos processos que apuram a responsabilidade dos envolvidos no acidente no voo 1907", em que um Boeing da Gol foi atingido no ar pelo jato Legacy, em 2006, matando 154 pessoas.
Ler mais...
" A condenação é inaceitável. Não foi permitido provar que ele não fala inglês e estava obrigado a sentar em um console para coordenar voo de pilotos estrangeiros. Foi uma falha da seção de pessoal da Aeronáutica. Não só essa, mas um conjunto de falhas que a Aeronáutica tem que reconhecer "

Roberto Sobral, advogado do Sgt Jomarcelo
CBN - A rádio que toca notícia   Áudio CBN AUDIO | exibição: 21/10/2010 | site: CBN

Controle de tráfego aéreo não acompanha crescimento da aviação civil no Brasil

EEntrevista com Roberto Sobral, advogado e porta-voz da Febracta


Uma Ameaça da Terra que Aflige os Ceus: Raio Laser/h5> br /> Laser em Viracopos

O assunto abaixo foi colhido do RBAC 154 e versa especificamente sobre a incidencia de raios laser numa dada região dos aeródromos.

Ele já foi alvo de polêmica em varias jurisdições e causou transtornos desnecessarios. No entanto, poderia-se trabalhar melhor no sentido da PREVENÇÃO se nós ATCOs estivéssemos conjugando esforços com outros setores do aeroporto que têm mais afinidade com o Documento supracitado e de excerto transcrito no corpo desta mensagem. Ler mais...
Controladoras e Controladores de Tráfego Aéreo!


Sempre que o Dia Internacional do Controlador de Tráfego Aéreo (20 de outubro) chega, surge uma pergunta: vale à pena celebrar? A profissão não é regulamentada em nosso país, e, entre outras coisas, não temos o nosso valor reconhecido, a despeito das mensagens oficiais falando sobre nós.

Dividido em 3 categorias distintas, o controlador brasileiro não é visto como alguém que trabalha para a aviação civil, pois ainda não tem sua opinião ouvida em eventos relativos à aviação, não pode emitir seu ponto de vista a respeito de fatos ligados a área. Poderá incorrer em crime militar, no caso dos militares, ou ser isolado ou perseguido, no caso dos PTAs da INFRAERO.

Isto tudo acontece em plena vigência do Estado Democrático de Direito, liberdade de expressão e a despeito do fato de termos entidades representativas legalmente constituídas.

Vivemos no Leito de Procusto e estamos buscando formas de sair deste.

Esta busca, porém, faz com que os homens e mulheres que ora labutam como controladores não se dediquem a conhecer mais e melhor esta apaixonante profissão, evitando o surgimento de profissionais experientes e proporcionando uma lacuna teórica significativa, já que não se aprofundam nas normas e procedimentos, não exercem melhor sua atividade e não contribuem para o aprimoramento das teorias que fundamentam a atividade.

Pouca idade e experiência dos controladores são a tônica nos órgãos de controle de tráfego aéreo, ao mesmo tempo em que, para piorar, controladores mais experientes estão saindo de cena por motivos diversos. Os controladores jovens que puderam aprender com os mais experientes estão em busca de outras atividades devido ao desinteresse em continuar dentro do atual sistema.

Acidentes acontecem. É estatístico. A luta incansável é para evitá-los. Um combinado de circunstancias isoladas e tidas como normais pode elevar a probabilidade de ocorrência de um evento negativo. E, hoje, pelas conversas que circulam entre nós mesmos, as circunstâncias estão contribuindo para um desfecho fatídico mesmo com a melhoria dos equipamentos e tecnologia disponíveis, pois, no mínimo, são necessários homens e mulheres preparados e motivados a operarem e dominarem tais equipamentos e tecnologia, respectivamente.

Dentro deste cenário tão negativo, estão a FEBRACTA e suas afiliadas, num trabalho sem fim para que sejamos reconhecidos, respeitados e ouvidos como categoria. Embora não amplamente divulgado, batalhas estão sendo travadas, tanto por estas entidades, como por controladores individualmente, para apoiar nossos colegas envolvidos nas mais diversas situações legais pós 2006, uma vez que até aquele momento não havia nenhum tipo de amparo legal. As forças são desiguais, tal qual Davi e Golias, mas dentro do respeito às leis e as instituições, os esforços prosseguirão até o alcance dos objetivos finais. Por isso não devemos esperar que apareça um Teseu (O carrasco de Procusto) para nos salvar e, sim, devemos ser nosso próprio Teseu, afinal todos temos um dentro de nós.

A despeito dos aspectos acima, cremos que seja bom celebrar o nosso dia, pois, embora poucos, alguns avanços obtivemos nesses quatro anos turbulentos. Já existimos para a sociedade, equipamentos foram trocados e mudanças constitucionais estão sendo propostas pelo Ministério da Defesa no intuito de modificar o arcabouço jurídico da aviação civil brasileira. Portanto, celebremos!!

"Controlador de Tráfego Aéreo: nós protegemos as asas nos céus do país"


FEBRACTA


Febracta no Twitter
  • "Não estou vendo nada!" Esta tem sido uma frase comum entre os usuários do SAGITARIO. SAGITARIO e/ou TATIC. VOAR ESTÁ PERIGOSO?
  • Governo define o rumo da Navegação Aérea Brasileira. Portaria Normativa Interministerial No 24/MD/SAC. http://t.co/R4IpFN6X
  • 20 de outubro, dia Internacional do Controlador Trafego Aéreo.
  • @PatoBuiatti, gracias!
  • Cap Barcellos #CGNA no programa @scensura falando sobre Tráfego Aéreo. Timecode: 00:59:25 http://t.co/jqYmMx8w
  • "Uma chave, uma grande explicação para a consistência do Serviço de Tráfego Aéreo é a observação das regras." Cap Barcellos #CGNA @scensura
  • Flight Deck Procedures - A Guide for Controllers. Conhecimento básico de procedimentos na cabine de pilotagem para ATCO http://t.co/CPDYxvDT
  • Para os que voam, por menor que seja a falha de comunicação, acione 7600. Mesmo quando alguém está fazendo uma ponte, acione 7600. #BomVoo
  • AeroSafety World de junho de 2011 está no ar. De especialistas para especialista. Excelente leitura! http://t.co/zn6uTOy
  • Já foi FIS - Flight Information Service. Hoje é Flight In Silence. #BomVoo
Comunicado FEBRACTA
nº 01 – jan2010



Caros Associados e caros Controladores de Tráfego Aéreo independentes

A FEBRACTA – Federação Brasileira de Associações de Controladores de Tráfego Aéreo – inicia o ano de 2010 mantendo o compromisso de representar os interesses da atividade que exercemos no SISCEAB – Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro – nos pontos mais sensíveis e caros a todos nós: a regulamentação da atividade na expectativa do profissional adequado para as exigências contemporâneas do ATM Global e o reconhecimento e defesa sociais que a isto se vinculam.

Em 2009, a FEBRACTA renovou seus compromissos com a IFATCA -- Federação Internacional de Associações de Controladores de Tráfego Aéreo – e reatou laços com a OACTAM – Organização das Associações de Controladores de Tráfego Aéreo do Mercosul – para rever junto com Argentina, Uruguai e Paraguai o seu Estatuto e expandi-la para uma organização regional que englobe os países que compõem a UNASUL e terá como nome OACTAS.

Em 2009, também foi eleita nova Diretoria para continuar os passos já trilhados com competência pelo Presidente Carlos Trifilio. É preciso dizer que Carlos Trifilio obteve êxito na ação movida contra ele pelo próprio Comando da Aeronáutica e, mesmo isolado e criticado por praticamente toda a sua base na APACTA, associação local composta essencialmente dos controladores de tráfego aéreo vinculados ao SRPV-SP, representou com tenacidade a Federação na CPI do mal-denominado “caos aéreo” e em outras instancias da sociedade civil.

Em 2010 a FEBRACTA pretende se firmar nacional e internacionalmente como autoridade constituída pelos controladores de tráfego aéreo para assuntos que lhes são relevantes, dos técnicos aos administrativos, sempre tendo suas ações balizadas pelo compromisso com a qualidade do serviço prestado e pelo compromisso com o conhecimento, com as soluções dos problemas e com o gerenciamento de riscos e ameaças à operacionalidade pretendida.

Também em 2010 a FEBRACTA pretende incentivar a troca de experiências dos controladores com outras associações de classe, por exemplo, a associação de tripulantes das várias companhias aéreas, e estreitar relacionamentos com o SNA -- Sindicato Nacional dos Aeronautas --, órgão representativo dos interesses dos principais clientes de nossa prestação de serviço.

Embora a FEBRACTA defenda a inversão da forma administrativa como estão alocados os recursos humanos que compõem o Serviço de Navegação Aérea, ela está aberta a compor com as Autoridades Aeronáuticas constituídas, ANAC e DECEA, com a Secretaria de Aviação Civil e com o próprio Ministério da Defesa, ações no sentido de prover o espaço aéreo brasileiro da maior confiabilidade possível para podermos receber o contingente expandido de aeronaves com os adventos de 2014 e 2016.

Mantendo essas prioridades, desejamos a todas as Associações, trabalhadores independentes no Sistema, Autoridades e, sobretudo, à sociedade brasileira que tem em nós grande expectativa, um 2010 pleno de concretizações e sucessos. Tudo dentro dos limites de riscos aceitos pelo Estado brasileiro.

Diretor de Associacão de Controladores de Tráfego Aéreo brasileiro pega seis dias de prisão por "Crime de Opinião".


26 de julho de 2010

O Diretor de Associação de Controladores de Tráfego Aéreo Moisés Almeida ficou detido por seis dias porque questionou em artigo a uma revista propria - a Vetor Brasil - a publicação normativa do Comando da Aeronáutica que viola os princípios básicos de manutenção das melhores condições para o exercicio da atividade de controlador de tráfego aéreo. Como a maioria dos controladores são militares, estão obrigados a tarefas exclusivas deste serviço. Porém, ao sobreporem-se essas tarefas as suas folgas, conclui-se retirar da tão buscada Segurança Operacional a parte em que deveria ser preservado o descanso necessario a um trabalho tão massivamente cognitivo, como são os dessas especialidades da navegação aerea.

Em 06 de agosto de 2002, o 1o Ten.-Esp.-Aer.-CTA MAMEDE SALES JUNIOR, Chefe da Seção de Operações, elaborou sob a identificação "Parte n.o 3491/DPVDT26", no CINDACTA III, um trabalho intensivo sobre o "Planejamento ATC e Horário de Trabalho" com referencias as IMA 34-1 (em vigor desde 1 de Setembro de 1984) e MMA 100-30 (já substituída pela ICA 100-30 de 2007 com modificações em 2008), demonstrando e esgotando em detalhes a incompatibilidade entre a atividade de controlador de tráfego aéreo no meio militar e os serviços inerentes a essa profissão marcial.

Ao publicar a normativa questionada pelo Diretor e controlador de tráfego aereo afastado da atividade, o Comando da Aeronautica joga por terra também as recomendações de instituições mundiais como a Organização Internacional do Trabalho (OIT), a Organização Mundial de Saúde (OMS), a Associação Internacional de Gestão do Estresse (ISMA em inglês), assim como as melhores práticas reconhecidas pela Organização de Aviação Civil Internacional (OACI) e entidades classistas como a Federação Internacional de Associações de Controladores de Tráfego Aereo (IFATCA em inglês, representando mais de 50.000 controladores), a Federação Internacional de Transportes (ITF em inglês), a Federação Internacional das Associações de Pilotos de Linha Aerea (IFALPA em inglês, representando mais de 100.000 profissionais), além dos estudos de uma série de expertos nacionais e internacionais na área de Ergonomia e Fatores Humanos.

A Federação Brasileira de Associações de Controladores de Tráfego Aereo (FEBRACTA) se coloca totalmente contra as práticas que afetem a Segurança Operacional e aumentem as ameaças e riscos ao dinamismo da aviação civil brasileira bem como ao transporte aereo militar em tempos de paz. A FEBRACTA espera que o Sistema de Prevenção de Acidentes Aeronauticos (SIPAER), mesmo com sua autoridade central pertencente ao Comando da Aeronautica, ou seja, o Centro de Investigação e Prevencão de Acidentes Aeronauticos (CENIPA), cumpra sua missão institucional acerca do impacto negativo produzido pela normativa ICA 100-25 100-25 - Rotina de Trabalho dos Graduados da Especialidade BCT nas Organizações Subordinadas ao DECEA - e a luz das referencias supracitadas, incluindo a análise da "Parte n.o 3491/DPVDT26" do proprio Comando da Aeronautica.

A FEBRACTA cumpre sua obrigação de alertar as autoridades aeronáuticas e a sociedade brasileira que a prisão do Diretor e controlador de tráfego aereo afastado das atividades Moisés Almeida representa violento desserviço a produção de ação reflexiva e de reportes que visem um conhecimento melhor das anomalias, seus impactos negativos e sistêmicos, nas variadas prestações de serviços dentro do Sistema de Aviação Civil brasileiro. Representa também um enorme retrocesso na implantação do Just Culture, um ambiente de recíproca confiança necessario ao "constante monitoramento" ("constant monitoring" do SMS/SGSO da OACI) das informações de falhas e recuperações no sistema sociotecnico de alto risco de acidente que é o controle de tráfego aéreo.

 

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